“A superação faz parte da nossa profissão”

guilherme alves
Guilherme Alves

O Gerente de Mídias Sociais da VTV, Guilherme Alves, conta como foi “cair de paraquedas” no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Santos, já que havia prestado vestibular para outra universidade que acabou não abrindo salas para o curso. Guilherme compartilha a saudade que sente de professores da casa, além de contar um pouco sobre seu TCC nota dez.

No penúltimo ano do Ensino Médio, eu não tinha a mínima noção de que profissão escolher para a minha vida. Meus pais me pressionavam para escolher algo que me desse uma tranquilidade financeira. Eles queriam porque queriam que eu optasse pelo caminho que muitos fazem na nossa região: ou trabalhar no Porto, ou na Engenharia Civil ou em algum escritório de advocacia.

Foi no ano seguinte que escolhi o Jornalismo. Por influência de amigos que trabalharam na área e porque sempre acompanhei o trabalho jornalístico, desde quando comecei a entender o que acontecia ao meu redor. Os meus pais me apoiaram como se eu tivesse seguido os seus conselhos, o que me motivou muito até a minha formação em 2014.

Fiz o vestibular de outra universidade, mas como não abriu classe, caí de paraquedas na Universidade Católica de Santos. E que queda boa eu tive, pois esse pequeno acidente me rendeu um dos melhores períodos da minha vida.

O meu primeiro dia na universidade foi sensacional. O primeiro professor com quem tive contato foi o João Batista, em uma aula de Teoria da Comunicação. O JB é um cara que vou levar para sempre comigo, pois me ensinou e me aconselhou bastante. Outra pessoa que me surpreendeu logo de cara foi a TeCris, uma professora nada parecida com as que eu já tinha assistido a aula. Mal me formei e já sinto saudade das nossas conversas sobre a profissão e principalmente sobre a vida.

Consegui o meu primeiro emprego em uma área que nada tinha a ver com o jornalismo: office-boy em uma despachante aduaneira. Realmente, não tinha nada a ver, mas era uma saída para pagar o preço de uma boa formação. E aprendi muito, amadureci como pessoa e conheci amigos que me fizeram crescer profissionalmente.

Depois, consegui o meu primeiro emprego no Jornalismo, na assessoria de comunicação da Alfândega de Santos. Era muito legal trabalhar em um dos prédios mais tradicionais da Cidade. Participei de projetos que ajudaram a assessoria crescer. E eu cresci muito enquanto trabalhava por lá. Percebi como fazer um estágio era importante para a minha graduação.

Após cobrir muitas apreensões, leilões e coletivas dos inspetores da Alfândega, fui indicado pelo amigo de classe Gabriel Oliveira para trabalhar como estagiário da editoria “Geral” do Jornal Expresso Popular. Apesar da ansiedade e do receio pelo emprego em um lugar tão importante, aceitei com um sorriso no rosto e acabou sendo uma das coisas que mais me ajudaram na profissão.

Minha primeira experiência com o jornalismo impresso tinha sido no Agência Facos. Lembro das pautas que tínhamos de elaborar para sábado de manhã. Era difícil, viu? Mas a gente corria atrás e ainda ficava um pouco mais do nosso horário para fechar a edição do Agência.

Eu também gostei de escrever para o Jornal Entrevista. Apesar de todas as dificuldades, foi um prazer passar por mais essa etapa sem nenhuma dependência no boletim, rs. Sempre tive a sorte de escrever sobre temas que eu gostava, como uma matéria sobre o rock em Santos, que ficou tão legal que coloquei no meu portfólio profissional.

Apesar dos meus professores terem me ensinado a ser um jornalista, foi no Expresso Popular que aprendi a exercer o meu papel para valer. Cresci muito durante todos os nove meses em que lá estive. Tive verdadeiras aulas com os meus editores, principalmente com a minha querida Rosa Santos, Marcelo Luís, Bruno Rios e todos os colegas que me deram puxões de orelha, dicas e conselhos que vou levar para sempre comigo. No Expresso, participei de coberturas importantes, como no acidente de Eduardo Campos e nas eleições de 2014. Foi um orgulho muito grande trabalhar lá.

Também trabalhei como estagiário de A Tribuna On-line. Confesso que o jornalismo online é uma das minhas paixões na profissão. Participei da editoria de “Esportes”, a minha favorita, cobrindo os jogos do futebol nacional. Escrevi muitas notícias sobre os jogos do Santos e dos grandes times de São Paulo.

Na minha classe, conheci pessoas maravilhosas e que também viraram meus amigos para a vida. Tive a companhia da Karoline Gomes, da Darine Gomes, das Nathálias Toledo e Martins, da Mari Rodrigues, da Luana Guimarães, da Aliana Brito, do meu amigão Russel Dias e todos que tiveram boas conversas comigo.

Tive até a sorte de me formar com a minha namorada Raphaella Salles, que fez o TCC “Na Rua” junto comigo. Um vídeo documentário sobre arte de rua que nos rendeu uma nota 10. Aliás, obrigado pela orientação André Rittes! Você foi sensacional!

Apesar de todas as dificuldades, me orgulho de ter feito jornalismo na Universidade Católica de Santos, onde fiz muitos amigos e conheci pessoas que me ajudaram bastante. O meu conselho é que você faça boas amizades, participe das atividades do curso e adquira o máximo do conhecimento que será oferecido para você. Passe por cima de todas as barreiras e não deixe de se empenhar. Afinal de contas, a superação faz parte da nossa profissão. Boa sorte!

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